quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Sem querer aprender.

       É aprender a namorar lua, descobrir na beleza dela , aliás não só dela mas em contato com praias e cachoeiras, a paz que elas passam. É descobrir que ainda não existe nada melhor que colo de mãe, churrascos em família e a importancia daquela reunião na casa de vó, que no meio de uma semana tão tumultuada é um verdadeiro farol marítimo. Aquele no meio da imensidão dor mar que serve pra mostrar a direção.
       É nesse momento que aprendemos a sensibilidade ao olhar para as coisas e principalmente para nós mesmos. apartir daí descobrimos uma paixão por teatro, música e luta. As letras, as palavras os gestos passam a ganhar um sentido e forma gigantescos, como se deixassem de ser abstratos para nos tornar concretos. ou mesmo aprendemos a retomar essas velhas paixões, a parar pra pensar porque tínhamos abandonado isso. Aaah é tão bom recobrar aquela velha vontade de cantar, pegar aquele texto e finalmente escrever o seu final.
      Descobrir que não podemos contar com todas aquelas pessoas que acreditávamos. Mas existe uma, duas ou três que nos surpreendem, talvez as que menos imaginávamos,descobrimos nelas o poder de um abraço, a empatia de alguém que escolhe sofrer e lutar por nós, que mesmo sem você precisar provar nada definitivamente essa presença que trás luz, está aqui. E vale por dez. Esse sentimento é tão contraditório alguém que está te fazendo acreditar nas pessoas, pelo fato de se estar desapontado com pessoas.
       Mas nada disso se aprende porque se quer aprender. se aprende porque ta tudo muito confuso aqui dentro, se aprende porque ta tudo muito dolorido e é entre um choro e outro, é tentando ficar bem que se encontra essas coisas, é dessa forma que vem chegando o amadurecimento.É no meio da revolta interior de não entender porque algumas coisas acontecem e de descobrir que não detemos o controle, é no sentimento de incapacidade. É quando diminuimos as atenções do barulho exterior, porque no interior ta alto demais. E é buscando esse silêncio, diminuindo o salto alto, a maquiagem o ritimo da fala, que aprendemos que aquelas lições de vida só fazem sentido quando vividas, experimentadas e sentidas por ninguém dirente de nós, senão são só teorias batidas e clichês.
       E quando a dor passa, o aprendizado fica, aprende-se que o que parecia ser interminável, acabou. Já não dói mais, o que era quase que impossível de se suportar foi suportado e hoje, a gente tira até de letra, é tão mais fácil enfrentar essas situações. Agora já aprendemos o devido valor das coisas, aprendemos que é no silêncio que se ouve Deus e como é bom ouvi-lo, aprendemos que entre o sentir muito e não querer sentir nada existe um equilibrio, digno de todo nosso aprendizado e do caminho até aqui.

Ela nem precisava gostar de poesia,

poesia é o jeito que ela ri e me olha. Poesia é sua forma contraditória de ser tão sensível e delicada e ao mesmo tempo tão forte como se pudesse me destruir, quando diz que vai embora. Poesia é a forma como ela anda em cima daquele salto-alto, maqueia seus olhos e o gigando do seu andar. É a forma que ela trata as pessoas ao nosso redor. É, não precisava gostar de poesia. Mas gosta.  Ela é, porque é auto-suficiente,ela sabe fazer suas poesias, como se ja não bastasse ser a minha poesia e fazer de mim um mero leitor e apreciador. Que tenta ler sua arte pra preencher o coração.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Quer ser meu par para a formatura?

E agora to eu aqui, louca pra quem sabe, por ironia do destino a gente dar mais uma esbarradinha e se por acaso o assunto prolongasse, eu te contaria que esse mês vai ter um evento importante pra mim, ta sobrando um convite, eu já dispensei outros acompanhantes. Mas você combina com o vestido que eu escolhi pra ocasião e a propósito combina comigo também.