segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Brinca comigo.


         Hoje não escrevo em nome da promessa de amor, nem das juras de fidelidade para toda uma vida, não. To escrevendo em nome da magia de atração, dos olhos que olham no fundo dos meus e os seduzem, na forma que ele toca aquele violão quase me hipnotizando com sua voz, do seu sorriso lindo dirigido a mim que mais parece estar brincando comigo, porque ele é daquele  tipo que é bonito e sabe bem disso,brinca com isso, brinca com os seus gestos na minha direção e comigo.
          Eu não sei o nome dele e nem ele o meu. É só uma fantasia uma dessas que acontecem  sábado á noite que você sai para curtir a boemia e no meio de tanta gente, em meio a tantos salto- altos, mini saias e batons. Mesmo com tanta fumaça de cigarros acessos  pairando pelo ar . Ele conseguiu ver o seu jeito de dançar piscando pra ele.
         Por encanto, coincidência ou atração, chame como quiser vocês se encantaram. É em nome desse encanto que to escrevendo hoje, porque não é sempre que ele acontece, não é tão fácil encontrar algum desconhecido com esse poder de persuasão. É atração física, que é boa e legítima de nós seres humanos, é bom quando acontece. E nesse instante parece ser bem mais sincero e interessante, do que tantas bobas promessas de amor que um dia passaram a ser clichês.    

Minha querida irmã mais velha.


          Era noite de verão, um vento suave batia em meu rosto me refrescando.  Encontrava-me sentada na varanda mais alta da casa. Meus olhos se revezavam entre a montanha e a lua, tentava me apoiar na calma do lugar, para não me afogar por completo naqueles pensamentos.  
           Pensamentos desorganizados e uma tentativa de autocontrole, foi quando a porta de vidro que dava para a  varanda se abriu, era ela. Deitou ao meu lado, parecia que só com um olhar  conseguia entender o que eu pensava. Conversamos  e conseguimos  achar graça de tudo, rimos até cansar e os olhos lacrimejarem. Parece que a paz que eu procurava, acaba de chegar, pensei.
           Era esse seu jeito corajoso de ver as situações que a tornava bem maior que elas e por consequência sua presença me tornava e me torna até hoje bem maior do que eu sou. Posso lembrar por quantas vezes desde a minha infância cenas como essa se repetiram, me ensinando e lembrando: mesmo  que lá fora o mundo pareça estar caindo, aqui dentro tudo vai permanecer seguro como sempre foi.