Era noite de
verão, um vento suave batia em meu rosto me refrescando. Encontrava-me sentada na varanda mais alta da
casa. Meus olhos se revezavam entre a montanha e a lua, tentava me apoiar na
calma do lugar, para não me afogar por completo naqueles pensamentos.
Pensamentos
desorganizados e uma tentativa de autocontrole, foi quando a porta de vidro que
dava para a varanda se abriu, era ela.
Deitou ao meu lado, parecia que só com um olhar conseguia entender o que eu pensava.
Conversamos e conseguimos achar graça de tudo, rimos até cansar e os
olhos lacrimejarem. Parece que a paz que eu procurava, acaba de chegar, pensei.
Era esse
seu jeito corajoso de ver as situações que a tornava bem maior que elas e por consequência
sua presença me tornava e me torna até hoje bem maior do que eu sou. Posso
lembrar por quantas vezes desde a minha infância cenas como essa se repetiram,
me ensinando e lembrando: mesmo que lá
fora o mundo pareça estar caindo, aqui dentro tudo vai permanecer seguro como
sempre foi.
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