Era quinta-feira, inicio da primavera. Finalmente após o
último verão que castigara. Nesse período as flores caídas davam um toque especial
ao lugar. Cores das mais diversas destacavam-se no verde da cidade, que
encantavam dando um toque especial a manhã de pessoas que acordavam cedo com o
objetivo de cumprir a rotina. Nessa época o clima mais ameno se faz propício a época
de abonância, depois de um verão de aprendizados.
Era hora de abrir o coração,
iniciando uma nova etapa pondo em pratica tudo e seguir com as eternizadas
mudanças. Aproveitei para sentar ao seu lado, percebi que seus olhos não eram os mesmos,não os que eu conhecia, aqueles que eu acompanhava há tempos. Senti,então que era época de matar a saudade de nossas conversas,aquelas derramadas em sinceridade.
Ela finalmente confessou, se martirizando.O seu novo amigo,era diferente.E aquele sentimento era seu,aliás, nosso velho conhecido. Com a delicadeza de sempre contava com detalhes toda históriae no final do relato disse, que pelomenos dessa vez era mais reservada,o que tinha aprendido com relacionamentos anteriores e principalmete comigo.
Eu ri,com sinceridade. Dessa vez não me reprimindo mais por ter lembrado do meu passado.E com todo carinho tido por ela, que por sinal era notado de longe por olhares curiosos, que dariam tudo para nos ouvir. Lhe respondi. Sem perceber,quando dei por mim a amargura não existia mais na minha voz.E eu lhe dizia que estava certa de não colocar sua felicidade no singular,Mas que fugir, se enganar e reprimir um sentimento ou alguém que tenta se aprofundar em nós. Por experiência própia não seria a solução.
Com um leve sorriso e um olhar confuso de criança, ela me interrogava mesmo sem dizer uma palavra, como quem pedia explicação para tanta contrariedade. Alguém capaz de ensinar sobre tantas daquelas coisas,sempre resolvendo relacionamentos ao redor,parece fugir do amor.
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